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Afroturismo

O Afroturismo valoriza o legado material e imaterial da população negra no continente e na diáspora africana. No Rio de Janeiro ele é desenvolvido a partir do Circuito Histórico e Arqueológico da Pequena África na região da Zona Portuária. Através de um passeio cultural, esse circuito desvenda e evidencia uma história não contada, apagada e pouco valorizada no Brasil.

O Afroturismo no Rio de Janeiro

O Afroturismo valoriza o legado material e imaterial da população negra no continente e na diáspora africana. Tem como proposta para geração de renda, a priorização da população negra como fornecedores na cadeia produtiva do turismo. Isso significa que os envolvidos no processo de receber, guiar e desenvolver projetos devem ser negros. Essa vertente do turismo permite ao visitante conhecer, reviver, respeitar e vivenciar experiências ligadas a cultura, a religião e a história, no meio rural e no meio urbano; nas comunidades tradicionais e nas comunidades contemporâneas relacionadas à população negra.

O Afroturismo é um instrumento pedagógico e político contra o racismo e para a valorização do protagonismo negro-africano. Ele possibilita lazer e conhecimento histórico, com intuito exaltar a herança cultural/ancestral. Ao mesmo tempo o Afroturismo desconstrói as idéias do eurocentrismo, contribuindo como atividade extra para a aplicação da Lei 10639/2003, que trata ensino de história e cultura africana e afro-brasileira no ensino básico.

Esse tipo de turismo se organiza a partir da população negra, a partir do seu legado material e imaterial. Porém ele deve e pode ser buscados por todas as pessoas de qualquer etnia, tendo em vista a riqueza da experiência e conhecimento oferecido pelo Afroturismo. ‌A Pequena África é marcada historicamente como um território da memória sensível, da luta e resistência do povo negro. No Rio de Janeiro ela se situa na região Portuária da cidade e o passeio realizado nesse território contribui para tratar de questões relativas não somente ao conhecimento histórico, mas também problemas da atualidade como o reconhecimento e enfrentamento do racismo estrutural nas sociedades, em especial no Brasil.

Quais temas são abordados?

O circuito que ganhou notoriedade em 2011 com o seu reconhecimento e tombamento, permite discussões importantes sobre diferentes períodos e momentos da história do Brasil. A diferença está na narrativa decolonial, afastada da visão eurocêntrica onde os colonizadores são tratados como heróis, apesar das ações contra a humanidade que cometeram em prol do lucro.

Os temas abordados são: Rio Colônia, Império e Republicano; Escravidão; Racismo; Arqueologia; Geografia do Espaço Urbano; História do Samba; Patrimônio Material e Imaterial; Religiosidades de Matriz Africana; Revolta da Vacina; Reforma urbana; entre outros.

Segundo a Riotur, “A Pequena África vive e sobrevive a partir do patrimônio cultural imaterial gerado pela comunidade de afro-brasileiras e afro-brasileiros que habitam seu território”. É esta comunidade que leva adiante a tradição do samba, das religiões de matriz africana, da gastronomia, do artesanato e outras manifestações culturais e populares ligadas à diáspora africana. Viva essa experiência e contribua para o turismo sustentável comunitário.

 

Emily Borges.
Graduada em Turismo pela UFRRJ.
Docente de Turismo.
Guia de Turismo Regional/Nacional -
América do Sul.

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